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30.01.2006 - Indiana lucra R$ 8,4 milhões em 2005 e vendas crescem 20%


A Indiana Seguros registrou R$ 337 milhões em prêmios em 2005, crescimento de 20% em relação ao ano anterior. O lucro líquido somou R$ 8,4 milhões, quase o dobro do apurado em 2004, de R$ 4,6 milhões. O retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 14,5%. O patrimônio líquido encerrou o ano em R$ 69,2 milhões, acima R$ 58,5 milhões de 2004.

`Tivemos um bom segundo semestre, o que acabou fazendo um bom ano`, disse Claudio Afif Domingos, diretor vice-presidente da Indiana. Boa parte do ganho da companhia veio do financeiro, mas a melhora na rentabilidade foi fruto dos investimentos na redução de custos, treinamentos, otimização da informática e melhora da subscrição de risco. `As taxas de juros ajudaram, mas a receita financeira da Indiana ficou estável, em R$ 36 milhões. A melhoria veio do operacional`, disse.

O índice combinado ficou em 108%, ganho de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior. Considerando a receita financeira, o índice ampliado ficou em 96% em 2005, um ponto percentual melhor do que o ano anterior. A atuação da área de vendas garantiu um aumento de 35% na base de corretores da seguradora. Hoje, a Indiana trabalha com cerca de 3 mil profissionais.

Afif disse que o faturamento da companhia sofreu um impacto porque desde setembro os valores referentes a assistência 24 horas foram apartados do prêmio, antecipando as normas da Susep divulgadas no final do ano passado para entrar em vigor a partir do segundo semestre deste ano.

As perspectivas para 2006 apontam um crescimento de 17% nas vendas da companhia. `A frota de veículos segurados não aumentou. Prevalece o jogo do rouba-monte. Para 2006 as companhias terão de ser muito criativas para reduzir o custo do seguro, pois o bolso do consumidor está apertado para novos aumentos`, comentou.[1]

Os investimentos para melhorar o mix da companhia, elevando a participação de seguros de riscos patrimoniais e vida, permanecem. A carteira da automóvel ainda responde por 90% das vendas. Em 2006, R$ 9 milhões serão investidos nesses produtos.