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05.06.2006 - Seleção do Brasil tem cobertura para acidente pessoal


A Bradesco Seguros e Previdência é novamente a seguradora oficial da seleção brasileira. Depois de uma disputada concorrência, da qual participaram várias seguradoras e corretores de seguros, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) bateu o martelo na proposta da Bradesco e da corretora Willis. A notícia circulou durante todo o dia de ontem em ritmo de Copa no mercado de seguros.

Dois quesitos tinham peso maior na escolha: preço e qualidade dos serviços, segundo informaram executivos que participaram da concorrência da CBF. Os contratados, no entanto, procurados por este jornal não quiseram confirmar as informações por estarem envolvidos com cláusulas de confidencialidade.

O seguro foi feito para toda a delegação. São 51 pessoas cobertas, entre jogadores e comissão técnica. Cada um deles conta com cobertura de R$ 2,5 milhões de acidente pessoal, mesmo valor contratado na Copa de 2002. Apesar de parecer um valor irrisório comparado aos salários milionários dos jogadores, é suficiente para cobrir o risco da CBF. Trata-se de uma prática habitual de todas as confederações de futebol, que contratam seguro de acidente pessoal para a equipe em viagem. Isso porque elas precisam se prevenir de acusação de responsabilidade civil por estar a equipe sob sua tutela.

Segundo executivos entrevistados, o investimento da CBF no seguro girou em torno de R$ 250 mil, valor aproximado do preço ofertado pelo IRB Brasil Re, único ressegurador autorizado a operar no País. O IRB coordenou a operação, uma vez que o valor está dentro do seu contrato automático de retenção de risco na carteira de vida e acidentes pessoais.

O contrato cobre apenas morte ou invalidez por acidente. Arranhões de fãs afoitas como a que agarrou Ronaldinho Gaúcho, duas vezes eleito o melhor jogador do mundo, durante o treino no início da semana não tem cobertura. A lesão que tirou o jogador Edmílson da equipe também não conta com a cobertura deste seguro. "Pode ser que ele tenha um seguro pessoal ou do Barcelona, time em que joga, que dê cobertura para esse tipo de situação", disse um dos entrevistados.

O momento de maior tensão para o mercado de seguros é na locomoção dos atletas. Porém, uma trombada em campo, com consequências fatais, também pode gerar perdas para as seguradoras, pois é uma cobertura prevista no contrato por se tratar de acidente pessoal.

O contrato começou a vigorar desde a partida da seleção para Weggis, Suíça, na semana passada, e termina no retorno da seleção ao Brasil, em julho. Alguns davam como certa a vitória da Unibanco-AIG neste contrato. "Quando o assunto é futebol e eleição só se conhece o vencedor no final", disse um dos entrevistados.