11.07.2006 -
É HORA DE INVESTIR NO CORRETOR DE SEGUROS |
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Luis Stefano Grigolin - O mundo corporativo apresenta prioridades e necessidades quase que padrão, mas estranhamente isso não é aplicado à distribuição de seguros pela indústria do seguro.
De acordo com a consultoria Deloitte Touche Toohmatsu as empresas faziam planos de investimento com prioridade nas seguintes áreas, para aplicar a estes últimos três anos:
Treinamento e desenvolovimento, tecnologia da informação, remuneração, comunicação interna, benefícios, medicina, saúde e segurança no trabalho, recrutamento e seleção, departamento pessoal e outras atividades na organização do seu pessoal.
Por outro lado consultores definiam as principais áreas de atuação e atribuições de seus principais executivos: O presidente cuidaria da política empresarial, definiria missão, valores, grandes objetivos e estratégias de longo prazo. O vice-presidente atuaria nas estratégias de longo prazo, ajustando a missão, os valores e os grandes objetivos à realidade de mercado. O diretor cuidaria das táticas de custo prazo, definiria como cumprir as missões estratégicas no curto e médio prazo. O gerente cuidaria dos procedimentos operacionais, chefiaria a equipe na execução das decisões tomadas nos escalões superiores. Os técnicos e supervisores programariam as tarefas, executariam os procedimentos de acordo com prazos e condições determinadas.
A remuneração do presidente seria 60% mais que a do vice-presidente, que perceberia 60% mais que o diretor, que perceberia 90% mais que o gerente, que receberia 80% mais que os técnicos e supervisores que por sua vez receberiam 180% mais do que seus subordinados.
Tudo muito bem acordado se não fosse por um pequeno detalhe. A maioria da geração de negócios provém de um canal externo e independente que pode ou não fazer ou renovar negócios com as empresas de seguros.
Então a minha conclusão é que esqueceram de combinar com os corretores de seguros. Precisam parar de imputar custos administrativos no centro de custo do corretor, investir mais nos profissionais que são a essência do negócio, aquele elo da corrente mais próximo do consumidor e que precisa estar estimulado.Parar de patrocinar a concorrência desleal é fundamental.
É hora de investir no corretor de seguros com o mesmo espírito de organização com que tentam tratar o ambiênte interno de suas companhias, para homogeinizar as ações e quem sabe parar de brincar de rouba monte e pensar na expansão do mercado, porque a elasticidade de demanda não acabou, o que há é um pequeno desajuste na calibragem até por falta de competência mesmo do setor, já diagnosticada pelos analistas do mercado financeiro. Talvez este mercado tenha privilegiado a competência técnica em função da inteligência emocional em grau inversamente proporcional ao que se aplica em outros mercados, notadamente no resto do mercado financeiro.
Quem sabe faz a hora!
Luis Stefano Grigolin
Consultor e Corretor de Seguros, Especialista em Tecnologia da Informação, com 28 anos de atuação no mercado de seguros.
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