19.09.2007 -
Longevidade leva mulheres a buscar planos de previdência privada |
|
SÃO PAULO
De acordo com os últimos dados do IBGE, a expectativa de vida ao nascer do brasileiro é de 71,9 anos, dois meses e 12 dias a mais que o registrado em 2004. Levando em consideração apenas as mulheres, este número é ainda maior: 75,8 anos.
Além disso, de acordo com o Instituto, o número de pessoas com mais de 65 anos de idade, responsáveis pelas famílias, cresceu quase 50% na década de 1990.
"Por essa razão, as mulheres já representam quase 50% de todos os planos de previdência complementar, sendo que em muitas seguradoras já são maioria", afirmou Osvaldo do Nascimento, vice-presidente de seguros, previdência e capitalização do Banco Itaú.
Previdência Privada
Segundo Nascimento, um dos fatores que tem feito com que as mulheres se interessem pelos planos de previdência está associado à possibilidade de formação de poupança de longo prazo, com diferenciais tributários, bem como a de ter condições de independência financeira na aposentadoria.
"Se considerarmos que, no futuro, a tendência é de redução dos benefícios da previdência social, fazer um plano complementar é bastante prudente, se de fato desejarmos um envelhecimento com qualidade de vida", disse.
Investimentos
Pesquisa divulgada pela Quorum Brasil no primeiro semestre do ano mostrou que, no universo dos investidores em previdência complementar, a maioria é do sexo feminino. Ainda reforçando a idéia de que elas são mais conservadoras do que eles, quando o assunto são cadernetas de poupança, a proporção de mulheres é de 58%. Por outro lado, apenas 20% dos aplicadores em ações são do sexo feminino.
Além disso, a mulher percebeu que precisa de independência financeira em relação ao homem. Vale lembrar que estudos apontam que as trabalhadoras ganham cerca de 30% a menos do que homens que executam as mesmas funções.
|
| |