28.07.2009 -
Mulheres radicais na pista |
Mulheres que amam velocidade
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Há quem duvide, mas tem muito homem abrindo caminho nas pistas e trilhas para dar passagem a elas. Isso mesmo mulheres corajosas e ousadas assumem a posição de piloto e pisam fundo no acelerador em competições. Entre elas, a vontade de superar desafios e, principalmente, a paixão pelo automobilismo são as principais semelhanças. E as mulheres impressionam. Seja pilotando um carro, um jipe, uma caminhonete, ou um dragster (carro de arrancada), elas mostram que sabem muito bem se comportar atrás de um volante em competições ainda dominadas pelo sexo masculino.
As motoristas radicais
A designer gráfica e artista plástica, Helena Deyama, foi a primeira mulher a vencer um Campeonato de Rally na história do automobilismo mundial. Em 2005, Helena conquistou o primeiro lugar no Campeonato Brasileiro de Rally Cross Country na categoria Super Production. “Este título é resultado de muita dedicação e, além de tudo, uma grande realização pessoal. É um orgulho estar representando todas as mulheres vencedoras, não só no automobilismo, mas na vida”, fala.
A lista de conquistas de Helena é extensa. Desde 1995, quando começou a competir, já foram mais de 20 títulos. Com o tempo, o gosto pelas competições foi crescendo e se tornou um objetivo de vida para ela. “A dedicação pelo esporte vai aumentando cada vez mais e a meta é sempre obter melhores resultados com o aperfeiçoamento da técnica”, afirma. Hoje, além das competições, Helena participa de diversos eventos como treinamentos, palestras, cursos e test drive para diversas marcas. Em 2009, a piloto passou a ministrar também um curso de mecânica básica para mulheres, compartilhando seus conhecimentos com as demais motoristas.
Além de dominar a técnica, gostar de carros é fundamental para quem quer ser piloto, seja homem ou mulher. “A minha paixão pelo automobilismo nasceu do interesse pela velocidade, autocontrole, domínio e liberdade”, completa Helena. Esta opinião é compartilhada pela mulher mais veloz do País, a piloto de dragster Daniela Frigo. “Sempre gostei muito de dirigir. Mesmo antes de começar a competir, preferia os carros mais potentes”, afirma Dani, que hoje chega a atingir 297 km/h com seu Dragster V8 nas provas de arrancada.
Medo, não. Cautela, sempre.
Receio é uma palavra que não pertence ao vocabulário dessas corajosas pilotos. “No meu universo o medo não existe. A velocidade está relacionada com a sensação de controle e o prazer da pilotagem”, garante Helena. Para Dani, o medo está presente em todas as situações do dia a dia. “Acredito ser mais seguro pilotar um carro todo preparado com equipamentos de segurança do que dirigir um automóvel comum em uma rua qualquer”, opina.
As duas concordam que as mulheres são mais cautelosas na direção. E essa característica tende ajudar no desempenho nas provas. Segundo elas, a atenção e o maior cuidado com os detalhes colaboram para que elas pilotem com mais segurança e cometam menos falhas.
Quer pilotar?
Para as mulheres que pretendem experimentar essa aventura, Helena recomenda se informar e aprender com pessoas que tenham experiência em pilotagem. “O automobilismo é uma prática que não permite erros. É preciso sempre priorizar a segurança, cujo maior inimigo é a falta de conhecimento e o excesso de confiança”, afirma.
Dani Frigo sugere que essas mulheres escolham o carro e a categoria com os quais se identifiquem. “Fazer um curso específico de pilotagem também é altamente recomendável”, diz.
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